APOLO 001

Deus das artes, da música, da profecia, da harmonia e da cura, Apolo era filho de Zeus e da titã Leto e possuía uma irmã gêmea, Ártemis, chamada pelos romanos de Diana, que, assim como ele, era uma excelente arqueira.

Na Antiguidade, era retratado como um jovem bonito, atlético e saudável. E em suas mãos carregava sempre uma lira ou um arco e flechas. Mas também era representado ao lado de seus animais sagrados: o corvo, o grifo e a serpente.

 

Para os gregos, Apolo era tão belo e perfeito que o percurso do Sol ao longo do dia era, na verdade, o próprio deus passeando em sua carruagem dourada.

Ele criou um famoso santuário na cidade de Delfos, depois de derrotar o dragão-serpente píton. A sacerdotisa de Apolo em Delfos, chamada de pitonisa, tornou-se o mais famoso oráculo da Grécia, citado em muitos mitos, lendas e poemas antigos.

Apolo podia trazer a boa sorte, curar as doenças e afastar o mal, e, no momento seguinte, podia dar origem a desastres, pragas e tormentos. Esse seu caráter aparece em muitas lendas. Em algumas, ele era leal, bondoso e prestativo, e em outras era capaz das vinganças mais cruéis.

Conta-se que sua fama de excelente arqueiro fez com que desafiasse Eros, o deus do amor (conhecido como Cupido, entre os romanos). Para provar seu poder, Eros disparou uma flecha de ouro em Apolo, fazendo-o se apaixonar perdidamente pela ninfa Dafne.

Mas Eros atingiu Dafne com uma flecha de chumbo, fazendo com que ela sentisse ódio e desprezo por Apolo.

Louco de paixão, Apolo passou a perseguir Dafne por todos os lugares. Exausta e desesperada, a ninfa pediu que seu pai a ajudasse, e foi transformada em um pé de louro. A partir desse dia, Apolo decretou que o louro seria uma árvore sagrada.

E foi em sua homenagem que surgiu o costume de premiar os campeões dos Jogos Olímpicos com coroas de louros. Uma tradição que perdura até hoje!