02 Fevereiro 2017
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César Benjamin, da SMEEL; Carlos Eduardo de Mattos, da SMS; o prefeito Marcelo Crivella; Nísia Trindade, presidente da Fiocruz; Hermano Albuquerque, diretor da Ensp/Fiocruz; e Teresa Bergher, da SMASDH (Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz)

Com a instituição do estado de alerta contra uma possível epidemia de dengue, chikungunya e zika (Decreto Rio nº 42.795, de 1º de janeiro), as secretarias municipais de Educação, Esportes e Lazer; de Saúde; e de Assistência Social e Direitos Humanos, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizaram o Seminário de Prevenção e Combate às Arboviroses, na última terça-feira (31/01), na sede da fundação, em Manguinhos. Estiveram presentes o prefeito Marcelo Crivella, os secretários César Benjamin (SMEEL), Carlos Eduardo de Mattos (SMS) e Teresa Bergher (SMASDH), além de profissionais da Educação, da Saúde e da Assistência Social.

Durante o evento, foram apresentadas propostas de ações de promoção e educação em saúde, relacionadas à prevenção e ao controle do mosquito transmissor das doenças - o Aedes aegypti. A iniciativa é um dos produtos do grupo de trabalho unificado que reúne membros das três secretarias.

A abertura se deu com Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, que reforçou o papel da instituição na saúde da cidade. “Esta é uma possibilidade de fortalecer o observatório de saúde urbana. O Rio pode ser uma referência nacional, apostando no controle do vetor, na pesquisa de laboratório e na mobilização social.”

Em seguida, o prefeito Marcelo Crivella elogiou o trabalho das secretarias e a parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. “Estamos aqui para aprimorar as estratégias na Fiocruz, que é o epicentro de todas as ações no combate às endemias.”

O secretário de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, ressaltou que ações de vigilância sanitária para combater os criadouros do mosquito devem ser imediatas. “Baseado no LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti), podemos saber as especificidades de cada região da cidade. Na Zona Sul, por exemplo, o maior problema são os ralos; em Madureira e Cascadura, os vasos de plantas; e em Bangu, o lixo”, afirmou o secretário. Carlos Eduardo reforçou, ainda, a preocupação eminente com os casos de chikungunya, que vêm crescendo muito na cidade.

Essa informação foi ratificada por Cristina Lemos, superintendente de Vigilância em Saúde da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SUBPAV/SMS). Ela apresentou dados sobre a distribuição e o número de casos de arboviroses na cidade do Rio de Janeiro, nos quais se evidencia que a chikungunya está circulando com maior predomínio. Também alertou sobre algumas das áreas mais preocupantes, as regiões de Madureira e de Bangu.

A falta de saneamento, que contribui para o aumento dos casos de arboviroses, foi abordada por Renato Castiglia Feitosa, do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA) da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz). O especialista falou sobre a implicação negativa da falta de rede de esgoto e tratamento, do abastecimento irregular de água (que leva a população a usar cisternas e caixas d'água) e do depósito irregular de lixo. “É preciso que haja um investimento real em saneamento, educação ambiental, além de uma reavaliação da legislação ambiental”, concluiu.

Ações nas escolas e o trabalho da MultiRio

Coletânea da MultiRio reúne produções sobre o combate ao Aedes

O secretário César Benjamin anunciou que, de 6 a 11 de fevereiro, haverá uma mobilização nas escolas, com distribuição de materiais informativos e trabalho conjunto de toda a comunidade escolar. “Os alunos terão um tempo de aula sobre combate e prevenção da dengue, chikungunya e zika, e, junto com seus responsáveis e professores, vão andar pela vizinhança para disseminar a informação.” No dia 7, serão apresentados vídeos, campanhas e jogos da MultiRio sobre o combate ao Aedes

Segundo a assessora da Subsecretaria de Ensino, Glória Macedo, da SMEEL, diretores das 1.537 escolas do Município receberão orientações sobre como será a programação de atividades. “Até abril, a ideia é que todas as escolas produzam peças publicitárias, esquetes e murais, de acordo com a faixa etária dos alunos”, adiantou. Também estão previstas semanas de mobilização no início dos próximos dois meses, além de ações com grêmios estudantis e representantes de turmas.

No evento, Marcelo Salerno, assessor de animação e artes gráficas da MultiRio, apresentou alguns produtos da coletânea Detona Aedes, que reúne campanhas de TV, jogos educativos, quadrinhos, reportagens e programas de rádio que tratam da prevenção e do combate às arboviroses. Todo o conteúdo pode ser acessado no Portal MultiRio. Professores da Rede podem, inclusive, fazer o download dos produtos.

 

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