07 Julho 2017
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Quando assumiu a direção da E.M. Maranhão (3ª CRE), em Pilares, Márcio Américo dos Santos se deparou com uma unidade que dispunha de um amplo teatro – com palco, coxias, banheiros – mas que estava sendo utilizado como depósito. Inconformado com a situação, agiu para que o espaço voltasse a ser usado para unir a comunidade escolar em torno de projetos comuns.

plateia
Alunos na plateia aguardam o início das apresentações

O resultado dessa ação pôde ser visto, mais uma vez, no fim do segundo bimestre de 2017, quando o encerramento das atividades aconteceu no teatro. Durante dois meses, o tema transversal trabalhado por todos os professores da escola foi o bullying. Em parte, devido a brigas e episódios de cyberbullying dentro da própria unidade, e também para trabalhar em consonância com a Secretaria Municipal de Educação, que promove a campanha Aqui é um Lugar de Paz.

De manhã e à tarde, as turmas do 6º ao 9º ano compareceram, em massa, ao local, para se revezar entre o palco e a plateia, apresentando reflexões e expressando mensagens contra o bullying. Utilizando uma coreografia, foi mostrada a necessidade do autoconhecimento e da empatia no combate a esse tipo de violência, que pode ser física ou psicológica. Essa encenação esteve a cargo de alunos do Programa Novo Mais Educação, do MEC, que trabalha a melhoria da aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática por meio da ampliação da jornada escolar.

Em outra performance, os alunos Lucas Virgílio de Arruda, Sâmela Felipe dos Santos e a ex-aluna Ana Carolina Rodrigues expressaram a importância da não vitimização e a afirmação da própria identidade. Como disse Ana Clara Moraes, professora de Inglês, “dançar não é apenas para quem é magro e bonito, mas para todos, incluindo gordos e meninos”, por vezes discriminados nesse tipo de atividade.

As turmas do 9º ano extrapolaram a questão para fora dos muros da escola e criaram uma cena noir, falando sobre a desumanização em tempos de avanços tecnológicos.

Além da dança, o dia foi recheado com outras manifestações artísticas, como rap, poesia e jogral, de autoria dos estudantes. José Ricardo Damião, professor de História, que atuava como apresentador, contou que a Sala de Leitura dispõe de diversos títulos esclarecedores sobre bullying e que dois exemplares novos foram adquiridos no Salão do Livro, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Os corredores da E.M. Maranhão estavam repletos com exposições em que foram usadas técnicas como autorretrato, colagem e fotografia.

No final das apresentações, os professores subiram ao palco para o encerramento, e Elizeu Vidal, de Geografia, lembrou que a “arte é capaz de gravar a mensagem de paz na mente e no coração das pessoas”. Já André Eduardo Soares, de História, ressaltou que quando “a brincadeira torna-se ofensa, deixa de ser brincadeira e passa a ser bullying” – uma violência a ser combatida.

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