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Autoavaliação das Unidades Escolares 2018
22 Maio 2018
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Em 8 de maio, a E.M. Embaixador Araújo Castro (9ª CRE), em Campo Grande, promoveu um Centro de Estudos especial para realizar parte de seu processo de autoavaliação, com a presença de professores, funcionários e alunos. O trabalho com os responsáveis seria feito em reunião posterior, no dia 11.

Com turmas do 7º ao 9º ano, a unidade fez parte do programa Ginásio Experimental Carioca e, desde o início do ano escolar, utilizou a eletiva Projeto de Vida para que os alunos discutissem, entre outros assuntos, tópicos relacionados à autoavaliação. “Nessa disciplina, fizemos enquetes e todos os estudantes pensaram sobre a escola que temos e a que queremos. Também fizemos esse processo com o Conselho Escola Comunidade (CEC)”, explica a diretora Anne Elizabeth Dantas, que ocupa o cargo há 34 anos.


A diretora Anne fala sobre a importância da participação da família no processo de autoavaliação.

 

Ensino de qualidade

A Araújo Castro vem se saindo bem em exames de avaliação, como Ideb e IDE-Rio, e não registra nenhuma reprovação há três anos. Anne Elizabeth credita esses resultados a diversos fatores, como o trabalho de reforço escolar e a atenção a estudantes com conceito I – insuficiente.

Uma evidência de que a parte pedagógica da unidade vai bem são as prioridades elencadas pelo CEC durante a autoavaliação. “Nossas maiores preocupações são com a infraestrutura da escola, pois alguns reparos não têm sido feitos, e também com o acesso dos alunos à internet. Queremos que eles possam trabalhar dentro de sala de aula com as questões da mídia”, diz a secretária escolar Mariana Vieira, representante dos funcionários no Conselho.

Ela acredita que a autoavaliação propicia um pensamento crítico sobre as ações da escola. “A participação de todos os segmentos possibilita um retorno – positivo ou negativo – do que está sendo feito e a definição de metas objetivas para se atingir a excelência.”


Para a secretária escolar Mariana Vieira, a autoavaliação favorece a gestão democrática.

Os representantes de turma Eduarda Dias (8º ano) e Derek Werneck (9º ano) julgam importante os alunos serem ouvidos durante esse processo. “Mais do que ninguém, nós vivenciamos as práticas que a Direção e os professores exercem. Com nossas opiniões, eles podem melhorar aquelas que achamos ruins e ganhar ânimo com as que achamos boas”, diz Eduarda.


Segundo Derek Werneck, os alunos têm um olhar diferenciado em relação à escola.

Ambos consideram bom o ensino oferecido pela escola e gostariam que a mesma qualidade estivesse presente em toda a Rede. Para Derek, é importante que os adolescentes sejam estimulados a tentar sempre mais. “Os alunos precisam de uma influência positiva para querer ir além, fazer provas para colégios técnicos ou federais. Aqui na Araújo Castro temos muito isso, mas vejo alunos de outros lugares que não conhecem tais opções. Então, essa é uma necessidade que precisamos trabalhar”, alerta o estudante.


Eduarda Dias acredita que a rede pública de ensino deveria ser mais valorizada.

Autoavaliação das Unidades Escolares 2018
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