24 Março 2020
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Imagem do novo coronavírus obtida por laboratório dos Estados Unidos, por meio de microscópio. Foto: NIAID, Flickr, creative commons

Várias instituições, como o Unicef, a Fiocruz , a USP, o Conselho Regional de Medicina e até mesmo grandes empresas estão vindo a público para desmentir notícias falsas sobre o novo coronavírus. Além disso, áudios de supostos profissionais de saúde estão sendo espalhados, disseminando mentiras, pânico e promessas de tratamentos e remédios milagrosos. Neste momento em que a sociedade brasileira faz um enorme esforço para combater a Covid-19, a população deve seguir apenas as orientações com base científica e oriundas das autoridades de Saúde. É fundamental que todos acatem as recomendações corretas, provenientes apenas de fontes seguras, para que o enfrentamento da pandemia seja bem sucedido.

Quais são as fontes seguras e confiáveis? A grande imprensa tem sido parceira das autoridades científicas e de saúde pública na luta contra o novo coronavírus. Além dela, há os sites dos governos federal, estadual e municipal e de instituições confiáveis, como as universidades, os hospitais, as fundações de saúde e os órgãos vinculados à ONU, a exemplo da Organização Mundial de Saúde e do Unicef. No caso do Rio de Janeiro, a Prefeitura do Rio de Janeiro fez o site Rio contra o Corona, com informações de prevenção, notícias sobre as ações de combate à pandemia e as providências que estão sendo tomadas para ampliar o atendimento aos pacientes.

Cuidado com as pegadinhas!

É preciso tomar cuidado com as informações nas redes sociais, garantindo que a fonte da informação é confiável e verdadeira, em especial no caso dos grupos de WhatsApp. Posts mentirosos têm disseminado falsas “recomendações científicas”, como a do “médico pesquisador que se transferiu de Shenzen para Wuhan para estudar mais profundamente o coronavírus” e dos “especialistas de Taiwan que ensinam sistemas de autoavaliação”. Há ainda mensagens que citam instituições sérias e confiáveis para conferir credibilidade a falsas informações.

Como, então, se precaver contra as fake news? Em primeiro lugar, sempre desconfie de uma informação quando ela não cita o nome do pesquisador ou do especialista e não fornece o link do artigo científico a que se refere o conteúdo. Em segundo lugar, se a postagem disser que as informações são oriundas de órgãos internacionais, governos ou empresas, não acredite de imediato e não repasse nada antes de conferir no site oficial da instituição citada. E não acredite em tratamentos e remédios contra a Covid-19 que não tenham sido atestados e recomendados por autoridades oficiais de saúde. O Conselho Regional de Medicina e o Ministério Público já detectaram vários casos de charlatanismo.

Nesta matéria sobre fake news, publicada pela MultiRio, a agência de checagem de notícias Aos Fatos dá o passo a passo básico da conferência da informação. Clique no link e saiba mais.

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É fake!

Boa parte das fake news tem a ver com métodos para eliminar o novo coronavírus e com o período, a temperatura e as superfícies em que ele fica vivo. Sobre isso, veja, abaixo, quais são as informações falsas que mais têm circulado na internet e que já foram desmentidas pelo Unicef e pela Fiocruz. Fique atento! Oriente-se apenas pelas fontes confiáveis!

. O novo coronavírus é maior do que um vírus normal; qualquer máscara impede sua entrada no organismo. É fake!
. O novo coronavírus, quando cai sobre uma superfície de metal, permanece vivo durante 12 horas. É fake!
. Colocar uma roupa ao sol durante duas horas é suficiente para eliminar o novo coronavírus. É fake!
. O novo coronavírus só vive nas mãos durante 10 minutos. É fake!
. O novo coronavírus morre quando exposto a uma temperatura de 26° C a 27° C. É fake!
. Água exposta ao sol pode ser consumida sem qualquer perigo. É fake!
. Alimentos quentes são mais seguros que os frios, porque o calor elimina o vírus. É fake!
. Gargarejos com água morna ou salgada e chás quentes matam os vírus que se alojam nas amígdalas, evitando que passem para os pulmões. É fake!

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