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29 Dezembro 2015
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Seja por tradição ou por superstição, a noite de Ano-Novo é repleta de “rituais”. Por todos os lados, é possível ver manifestações culturais das mais variadas, carregadas de simbolismos. Assim, para começar o ano com o pé direito, entram em cena crendices populares, lendas, religiões ou mesmo fatos históricos.

Conheça a origem de alguns dos costumes brasileiros na noite de Réveillon. Se vão dar sorte ou certo, não se pode afirmar, mas vale a tentativa!

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Usar branco
É uma tradição herdada das religiões de matriz africana e afro-brasileira, tais como o candomblé e a umbanda, que acabaram se popularizando no Brasil. O branco representa a promoção da paz.

Lentilha
Trata-se de um hábito comum em muitos países, para garantir fartura e prosperidade. A origem desta superstição é italiana e foi trazida ao Brasil pelos imigrantes. Na Itália, existe até um ditado popular que diz: "Lentilha no Ano-Novo, dinheiro o ano todo" (“Lenticchie a capod´anno franchi tutto l´anno"). Há quem acredite que isso se deve ao fato de o formato do grão se assemelhar a uma moeda.

Bacalhau
Como muita gente deve suspeitar, o hábito de comer bacalhau chegou ao Brasil com os portugueses, já na época do descobrimento. No entanto, foi com a vinda da Corte, no início do século XIX, que esse hábito alimentar começou a se difundir. Na ceia, o peixe é uma alternativa ao consumo de aves (frango, peru) que, como reza a lenda, por ciscarem para trás, remetem a um “atraso de vida”.

Romã
A romã foi levada pelos fenícios ao Mediterrâneo, de onde se difundiu para as Américas e acabou chegando ao Brasil. A tradição de comer a fruta no Réveillon veio da Grécia. Lá, eles jogam a romã no chão para quebrá-la e dividi-la entre todos. Pelo catolicismo, em 6 de janeiro, Dia de Reis, é costume comer e guardar algumas sementes na carteira para atrair sorte e riqueza ao longo do ano. Essa tradição remete às cerimônias e cultos da antiga civilização romana, que via na fruta um símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.

Fogos de artifício
Parte integrante das comemorações religiosas na China, os fogos de artifício foram "inventados pelos chineses para afugentar demônios no Ano-Novo e em outras ocasiões comemorativas", segundo a revista Popular Mechanics. Hoje em dia, é parte marcante na virada do ano em todos os cantos do mundo.

Uva
O costume de comer uvas no momento da virada veio da Espanha, tendo surgido em 1909: depois de uma farta colheita, o rei Alfonso XIII distribuiu a fruta na véspera do Ano-Novo. Desde então, os espanhóis comem um dúzia delas, acompanhando as doze badaladas do relógio. Alguns acreditam que cada uva simbolize um mês de sorte no ano que se inicia; outros deixam pronta previamente uma lista com doze desejos. Para os portugueses, comer três, sete, ou a quantidade correspondente ao seu número de sorte, garante prosperidade e fartura de alimentos. Para também atrair dinheiro, há quem guarde as sementes na carteira ou na bolsa.

Oleaginosas e frutas secas
Nozes, avelãs, castanhas, tâmaras, entre outras, foram trazidas para o Brasil pelos imigrantes de origem árabe. Por se tratarem de alimentos que podem ser armazenados e estocados (para o caso de escassez), simbolizam a mesa farta, garantindo que não falte comida ao longo do ano.

Rabanada
A receita veio com os portugueses, mas a origem do quitute é controversa, já que integra o cardápio de muitos países – ainda que com pequenas variações no modo de fazer e no nome. Em Portugal é conhecida como pão de mulher parida (ou, em uma abreviação, pão parida), por acreditarem estimular a produção de leite em mulheres durante a fase de amamentação. Para os ingleses, a rabanada teria sido incorporada de hábitos franceses – daí o nome french toast – e, seguindo o dicionário Oxford, a primeira referência dataria de 1660. Há quem defenda se tratar de uma receita espanhola da Idade Média, o que também explicaria a origem do nome, possível adaptação do espanhol “rebanada”, que significa fatia.

Pular sete ondas
De acordo com os gregos, o mar tem o poder de renovar nossas energias. Porém, a prática de pular sete ondas remete a tradições africanas trazidas pelos escravos. O sete é considerado um número espiritual, e acredita-se que ao pular as ondas abram-se os caminhos para superar as dificuldades do ano que está por vir.

Vinho espumante
O hábito de estourar o espumante para comemorar o Réveillon está presente em quase todo o mundo, mas não se sabe ao certo a origem desse costume. A bebida já era usada desde os primeiros séculos nas comemorações da alta sociedade romana, mas apenas por volta do século XVI foi aperfeiçoada à forma como conhecemos hoje. Associado a festas e comemorações da realeza europeia, o espumante era tido como um artigo de luxo. Na região de Champagne, na França – famosa pela produção de vinhos espumantes, daí a denominação “champanhe” –, a bebida era presença certa na coroação dos reis do país, ficando conhecida como o “vinho dos reis”.

 
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