Professora interpreta o mosquito Aedes em uma encenação para alunos no EDI Compositor Roberto Ribeiro (Crédito: arquivo da escola)

Em tempos de guerra contra o mosquito Aedes, a Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro uniu toda a comunidade escolar para combater o inseto transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Entre os dias 15 e 20 de fevereiro, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e das Forças Armadas, as escolas desenvolveram várias atividades com pais, alunos e professores para alertar sobre a prevenção dessas doenças.

Na sexta-feira 19 de fevereiro, Dia de Mobilização Nacional da Educação pelo Combate ao Aedes aegypti, a Secretária Municipal de Educação Helena Bomeny esteve em duas escolas para acompanhar as atividades realizadas: E.M Chile e E.M. Lais Netto dos Reis, ambas em Olaria (4ª CRE).

Na primeira unidade, a Secretária assistiu a apresentações musicais e vídeos sobre o tema, além de uma palestra. Já na segunda escola, pais, alunos e professores organizaram uma caminhada e uma exposição de trabalhos confeccionados pelas crianças.

“É importantíssimo conscientizar os alunos porque eles são multiplicadores. Em cada escola que você vem, em cada turma que você entra, tem famílias envolvidas, tem parentes envolvidos, tem uma comunidade envolvida”, disse.

Escolas aderem à campanha

Alunos fazem vistoria no pátio da E.M. Floriano Peixoto em busca de água parada (Crédito: arquivo da escola)

Com palestras e atividades em grupo, a E.M Floriano Peixoto, em São Cristovão (1ª CRE), encontrou um jeito divertido de ensinar aos alunos como se proteger do inseto. “Os professores contaram histórias e as atividades seguiram de acordo com a faixa de idade. As turmas do 5° ano, dos dois turnos, fizeram uma vistoria no pátio para ver se havia algum foco ali”, exemplificou Otília Maria Miller de Souza Araújo, diretora da unidade.

Segundo Otília, a escola também teve apoio do posto de saúde local, que trabalhou com as crianças no dia 19 de fevereiro. “Os agentes do posto foram às salas, conversaram com os alunos e distribuíram dois jogos: sete erros e caça-palavras. Eles aceitaram bem e gostaram muito”, completou.

No dia seguinte, durante a reunião escolar, os pais receberam orientações de uma enfermeira e de uma agente comunitária sobre prevenção. Foram entregues panfletos e materiais educativos. Para a diretora, a mobilização ainda não acabou. “Sempre aderimos a essas campanhas. Vamos continuar trabalhando durante o ano”, disse.

No EDI Compositor Roberto Ribeiro (7ª CRE), no Anil, o dia também foi intenso. “Encenamos um teatro. Uma professora se colocou como um mosquito e depois os alunos fizeram uma ronda pelo pátio, além de participar de várias atividades durante o dia, como colagens e pinturas”, disse Amanda Maia Medeiros dos Santos, diretora da escola.

O sábado 20 de fevereiro no EDI Compositor Roberto Ribeiro também foi dia de alertar os responsáveis para os males causados pelo Aedes. “Como tínhamos uma reunião marcada, começamos o dia pedindo aos pais para fazerem a prevenção, não jogar lixo na rua, por exemplo”, contou Amanda. A diretora afirmou, ainda, que estuda a possibilidade de criar, entre os responsáveis, grupos de multiplicadores para combater o inseto. “Os pais se informariam na escola e levariam essas orientações para os vizinhos e amigos.”

Passeata divulga alerta

Estudantes da E.M. Escultor Leão Velloso organizaram uma passeata para alertar moradores sobre as doenças provocadas pelo Aedes aegypti (Crédito: arquivo da escola)

Para acabar com os criadouros do Aedes não basta cuidar só da própria casa. É preciso contar com a colaboração de toda a comunidade. Pensando nisso, a E.M Escultor Leão Velloso (6ª CRE), na Pavuna, realizou, no 19 de fevereiro, uma passeata com os alunos do 7°, 8° e 9° anos, com a missão de alertar a população sobre os cuidados necessários para não contrair as doenças transmitidas pelo inseto.

“Cada professor realizou palestras com os alunos na sala e criou cartazes e panfletos com o material que recebemos da Secretaria Municipal de Saúde. Os alunos fizeram caminhadas, bateram nas portas das pessoas que moram perto da escola e algumas delas abriram”, afirmou a diretora Rita Maria Braga de Jesus. A escola também abordou o tema com os pais. Um representante do PSE (Programa Saúde na Escola) esteve na unidade, orientando e tirando dúvidas.

* Beatriz Calado, estagiária, com supervisão de Regina Protásio.