Epidemia de dengue se prolongará pelo semestre

 

LOGO_DENGUE

O pico do surto de dengue na cidade do Rio de Janeiro não deverá mais ocorrer no mês de abril, como esperava a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC). O prolongamento das características climáticas do verão, que ocorre neste ano, desloca o ciclo da epidemia, de forma que a SMSDC já trabalha com a possibilidade do pico da doença ocorrer em maio, ou até mesmo em junho.

A SMSDC registrou 50.016 casos da dengue ocorridos entre 1º de janeiro e 21 de abril de 2012. Isso significa que, na cidade do Rio de Janeiro, a incidência da doença já é de 376,7 casos de dengue a cada 100 mil habitantes ao mês, um índice superior ao daquele que caracteriza a ocorrência de epidemia: 300 casos a cada 100 mil habitantes ao mês. As áreas da cidade com o maior índice de ocorrência de casos são sas regiões de Madureira, Bangu e Campo Grande.

Veja, na tabela abaixo, os casos de dengue acumulados por Área de Planejamento (AP), de 1º de janeiro a 14 de abril de 2012.

Tabela da Dengue 2

Epidemia e sorotipo

Pelas amostragens coletadas entre os infectados, 81,1% estavam contaminados com o vírus do tipo 4. A população carioca não tem imunidade a este sorotipo, já que os grandes surtos ocorridos nas duas últimas décadas foram provocados pelos vírus dos tipos 2 e 3. Ainda pela amostragem, outros 18,4% dos infectados estavam contaminados com o vírus do tipo 1, que foi responsável pela epidemia de 1986.

A relação entre epidemia e sorotipo reside na imunidade que as pessoas têm a ele. Quem contrai dengue fica imunizado contra o tipo de vírus causador da sua doença. Os vírus dos tipos 1 e 4 não são nem mais nem menos perigosos que o 2 ou o 3. O problema é que os sintomas da dengue se manifestam com severidade crescente a cada vez que uma pessoa contrai a doença.

Do ponto de vista do tratamento médico, a SMSDC informa que é irrelevante saber por qual tipo de vírus o paciente está infectado. A infecção causada por qualquer um deles produz os mesmos sintomas na pessoa doente: febre alta, dor de cabeça, muita dor no corpo e, às vezes, vômitos. Também é frequente ocorrerem manchas vermelhas na pele, três ou quatro dias após o início da febre.

Para reforçar o atendimento à população infectada pelo vírus da dengue, a Prefeitura do Rio criou, neste ano, novos polos de atendimento à doença.

Participação no combateDengue3comlegenda3

A falta de engajamento de parte expressiva da população no combate ao vetor da doença é o que mais preocupa os sanitaristas do Rio de Janeiro. Levantamento recente da SMSDC aponta que havia focos de Aedes aegypti nas casas de dois terços dos pacientes infectados e que 82% dos criadouros do mosquito estão dentro de imóveis.

Os números do levantamento referendam o tamanho da importância da participação popular no combate à proliferação do Aedes aegypti, em residências e no ambiente de trabalho. Por isso, a SMSDC considera fundamental que a população denuncie os focos do mosquito ao serviço Disque Rio, que atende durante 24 horas pelo telefone 1746.

Para engajar a população em ações contra o vetor da dengue, a Prefeitura conta com a adesão das escolas e dos professores. A orientação às crianças é muito importante porque elas são multiplicadoras das mensagens de combate à doença em suas famílias e comunidades.

Além do Jogo da Dengue, a MultiRio disponibiliza o  Kit Dengue, com uma série de ferramentas informativas e pedagógicas que auxiliam os educadores  e a sociedade na tarefa de orientar sobre os perigos da doença e suas formas de prevenção.

Enquete

Qual o tema que mais interessa a você no Portal MultiRio?

© MultiRio 1995-2013
Permitida a reprodução para fins educativos e de informação, com indicação da autoria da matéria e do site da MultiRio, vedada qualquer utilização comercial ou com fins lucrativos.
Problemas com este site, entrar em contato com o O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .