30 Janeiro 2017
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O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 1º e 7 de janeiro deste ano, registrou que em 0,97% dos imóveis visitados foram encontrados focos do mosquito. Apesar de esse percentual ser considerado satisfatório (abaixo de 1%), ele está muito próximo do nível de alerta, quando de 1% a 3,9% dos imóveis apresentam focos. Em algumas áreas da cidade, a situação é especialmente preocupante. Na região de Madureira, por exemplo, o índice passa dos 4%, o que indica risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes. Manter o LIRAa baixo demanda ações contínuas que envolvem toda a população.

O LIRAa, metodologia do Ministério da Saúde, divide o município em estratos, que variam de 8.100 a 12 mil imóveis com características semelhantes, e permite saber os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do Aedes aegypti. Também possibilita identificar tipos de criadouros mais comuns. Confira quais são eles:

1) Vasos e pratinhos de plantas

Esses talvez sejam os exemplos mais conhecidos pela população. No entanto, ainda são reincidentes os casos de água acumulada em plantas e jardins. A solução é eliminar os pratos ou, se decidir mantê-los, realizar lavagens semanais. Também é possível utilizar areia para preenchê-los até a borda.

2) Reservatórios domésticos de água

Caixas d'água, cisternas, tonéis, tambores e filtros necessitam ser tampados. E até mesmo reservatórios de eletrodomésticos devem passar por uma vigilância frequente, como é o caso de geladeiras e climatizadores. Verifique se a sua geladeira tem um coletor de água do degelo automático (fica na parte de trás, perto do motor). Caso tenha, é preciso limpar, com água e sabão, a bandeja onde a água é acumulada, uma vez por semana. No caso de climatizadores ou aparelhos de ar-condicionado, é necessário retirar o compartimento, esvaziá-lo e lavá-lo.

3) Ralos

Ralos limpos e com aplicação de tela evitam o surgimento de criadouros. Além disso, é importante saber que a água com larvas não deve ser derramada em ralos ou na pia – lugares que podem gerar acúmulo –, e sim na terra ou no cimento quente.

4) Piscinas e fontes

Com o calor que faz na cidade, piscinas – de todo tipo ou tamanho – são motivo de alegria. Mas a atenção deve ser redobrada, pois também se trata de um dos lugares favoritos do Aedes. Sendo assim, fica a dica: piscinas e fontes devem ser limpas e tratadas com o auxílio de produtos químicos específicos.

5) Lixo descartado indevidamente

Um modo de prevenir criadouros é descartar objetos no lugar correto e levar o lixo para fora de casa somente no dia da coleta, por exemplo. Recipientes e sacos plásticos, garrafas, latas, sucatas, ferro-velho, entulhos em construção; tudo isso pode ser foco de Aedes. Furar o fundo das latas e, se possível, amassar; tampar latas de tinta e deixá-las em local adequado; enviar sacos plásticos para reciclagem; amassar copos descartáveis; e manter garrafas com tampas ou viradas para baixo são algumas medidas que podem ajudar a eliminar o acúmulo de água.  

6) Bebedouros de animais

Calma, não é preciso deixar os bichinhos passarem sede! O ideal é renovar a água dos bebedouros frequentemente, tendo o cuidado de limpá-los com esponja e sabão para eliminar possíveis ovos de mosquito agarrados às bordas. 


Faça sua parte! E, para denunciar focos do Aedes, entre em contato com a Central de Atendimento 1746, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

 


Fontes:

Site Rio Contra Dengue

Site da Prefeitura do Rio de Janeiro

http://combateaedes.saude.gov.br/

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Dengue: Instruções Para Pessoal de Combate ao Vetor: Manual de Normas Técnicas. 3. Ed. rev. Brasília, DF, 2001.

Rio de Janeiro (Município). Secretaria Municipal de Saúde. Coordenação de Controle de Vetores. Entomologia Médica: Treinamento Operacional. Consultec/CCV, 2007.

BRASIL. Ministério da Saúde. Fiocruz. Instituto Oswaldo Cruz. Dengue: Vírus e Vetor. Disponível em: <http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/oportunista.html>. Acesso em: 25 jan. 2016

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