05 Junho 2019
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A reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais descartados, que são utilizados como matéria-prima para um novo produto. Trata-se de uma alternativa de tratamento de resíduos sólidos que é vantajosa tanto do ponto de vista ambiental, quanto do social, já que reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, diminui o volume de resíduos acumulados em aterros e lixões e emprega milhares de pessoas, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

“A etapa mais difícil no processo de reciclagem é conscientizar a população sobre a separação correta dos resíduos gerados em casa. É preciso ter atenção sobre a composição do lixo e, minimamente, separar o seco do úmido. Vale destacar que é preciso higienizar os materiais: se estiver sujo, dificulta a reciclagem, porque existe um custo maior para essa limpeza”, explica Felipe Sombra, professor e pesquisador da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltando que faltam ações no sentido de informar a população sobre o assunto, inclusive na grande mídia.

O que pode ser destinado à reciclagem

O primeiro ponto é distinguir os materiais que podem ser reciclados dos que não podem. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), por meio de seu programa de coleta seletiva, recolhe papéis, metais, plásticos e vidros, conforme discriminação na imagem abaixo, divulgada pela companhia. 

Reprodução de material informativo da Comlurb (Crédito: Site da Comlurb)

Alguns materiais não são recolhidos pela coleta seletiva da Comlurb, mas devem ser descartados apropriadamente para evitar danos ao meio ambiente e à população. Entre eles, estão pilhas e baterias, lâmpadas (o ideal é guardar as embalagens de papelão para recolocá-las de volta no momento do descarte e, assim, evitar que se quebrem), pneus, medicamentos e óleo de cozinha usado.

Esses resíduos podem ser descartados em locais indicados pela Comlurb. Também é possível encontrar pontos de entrega voluntária, por tipo de resíduo e por endereço, nos sites Rota da Reciclagem e eCycle.

Com relação aos resíduos de construção, muitas vezes despejados em terrenos baldios, é preciso contratar uma caçamba ou solicitar a coleta pela Comlurb, por meio da Central 1746 de Atendimento ao Cidadão. O serviço de remoção gratuita de entulho e bens inservíveis pode ser pedido pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp (21 98909-1746), pelo Portal 1746 ou pelo aplicativo 1746 (disponível para Android e iOS).

“Se destinado de maneira adequada, esse material pode ser triturado e reutilizado para a produção de tijolo não estrutural, por exemplo, e os metais reaproveitados pelas siderúrgicas”, explica Felipe Sombra.

Como separar o lixo doméstico 

Imagem: GEA/ MultiRio

A correta separação dos resíduos é essencial para que o processo de reciclagem se concretize. Segundo a Comlurb, os materiais devem ser colocados limpos (basta uma rápida limpeza) e secos em sacos plásticos transparentes ou translúcidos (azul e verde), para que o gari possa verificar o conteúdo. Sacos pretos servem apenas para os lixos orgânico e úmido, não sendo recolhidos pela equipe da coleta seletiva. 

Recicláveis não devem ser misturados com orgânicos, por exemplo: sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes. Papéis com material orgânico, como caixas de pizza engorduradas, não se destinam à reciclagem.

“É preciso estar atento ao dia e ao horário que o caminhão da coleta seletiva passa na região, considerando isso no momento de dispor o lixo. No caso de prédios e edifícios, existe uma lei estadual que obriga a existência da implementação da coleta seletiva por todos os condomínios situados no estado do Rio de Janeiro. A implementação fica sob responsabilidade do síndico, mas poucas pessoas sabem”, explica Felipe Sombra.

Quanto à Comlurb, não é necessário separar o material reciclável por tipo – papel, metal, plástico e vidro –, mas essa separação é solicitada em pontos de entrega voluntária localizados pela cidade.

Papéis podem ser dobrados, mas a recomendação é que não sejam amassados. O isopor deve ser disposto junto aos plásticos; vidros quebrados e outros materiais cortantes embrulhados em papel grosso (do tipo jornal) ou colocados em uma caixa, para evitar acidentes.

Leia mais: Sacolas plásticas começam a sair de circulação no Rio

Como funciona a coleta seletiva na cidade do Rio de Janeiro

Segundo a Comlurb, a companhia atende, hoje, a 115 dos 160 bairros da cidade com a coleta seletiva. O serviço é realizado porta a porta uma vez por semana, em dias alternados aos da coleta domiciliar, e funciona de segunda a sábado (em dois turnos), inclusive feriados. Para saber o dia e o horário da coleta seletiva em sua região, basta consultar a planilha disponibilizada no site da Comlurb.

A companhia recolhe cerca de 1.700 toneladas de resíduos recicláveis por mês, em veículos desenvolvidos especificamente para esse transporte, e cuja nova frota também possui porte menor para garantir acesso a ruas mais estreitas, inclusive comunidades.

Todo o material coletado é levado a duas centrais de triagem, em Irajá e Bangu, onde trabalham 22 núcleos de cooperativas de catadores cadastrados junto à companhia de limpeza. As cooperativas recebem os materiais da coleta seletiva, fazem a separação e comercializam os recicláveis com empresas especializadas.
Além do serviço de coleta seletiva da Comlurb, é possível levar os materiais diretamente a pontos de entrega voluntária localizados pela cidade e mapeados no site Rota da Reciclagem, por exemplo. “Uns lugares só recebem o material, outros dão alguma bonificação. O problema é que ainda existem poucos desses pontos e o incentivo dado, quando existe, é mínimo, o que faz com que apenas pequena parcela da população adote essa prática”, comenta o engenheiro químico, alertando que a queima de lixo aleatória não deve ser realizada de forma alguma.

“A queima é descontrolada e gera uma fumaça tóxica. Não se sabe o que está sendo queimado; então, pode-se gerar compostos que contaminam a população local, além de plantas e animais da região.”

Separar o lixo pode garantir desconto na conta de energia elétrica

Entre os locais de entrega voluntária que oferecem bonificação ao cidadão no município, estão os 11 ecopontos do projeto Light Recicla, criado em 2011 por meio do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Nesses postos, é possível trocar resíduos recicláveis, devidamente higienizados e separados por tipo, por descontos na conta de energia elétrica.

Para participar, basta levar uma conta de luz a um dos pontos e se cadastrar no projeto. Além de plástico, metal, vidro e papel, o programa também recolhe óleo vegetal (armazenado em garrafas PET). Cada tipo de material possui um valor específico na tabela de preços seguida pela empresa. Quanto mais material reciclável for trocado, maior o bônus na conta. Ao fim do processo, o cliente recebe um e-mail com os detalhes da operação, peso dos resíduos e valor dos descontos. 

Imagem: GEA/ MultiRio

 

 

Fontes:

http://www.mma.gov.br/informma/item/8521-como-e-porqu%C3%AA-separar-o-lixo
http://www.impactounesp.com.br/2018/11/o-isopor-e-reciclavel-saiba-como-fazer.html

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