08 Julho 2019
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Gravação na E.M. Georg Pfister, no Leblon (foto: Alexandre Rodrigues).

A terceira temporada da série Escola, Câmera, Ação!, da MultiRio, estreia em 10 de julho. Haverá dois quadros novos, de três minutos: Cria da Rede! e Fala, profissa!.

O primeiro trará depoimentos de ex-alunos de escolas públicas municipais cariocas que, graças ao aprendizado com audiovisual, seguiram carreira na área. Entre os entrevistados estão Stephany Trindade, que estudou na E.M. Grécia (4ª CRE), em Brás de Pina, e Vinícios Damasceno, que cursou o Ensino Fundamental na E.M. Monteiro Lobato (10ª CRE), em Guaratiba. O quadro Fala, profissa! mostrará profissionais do audiovisual falando sobre sua especialidade, como Carla Berri, diretora de arte.

Simone Monteiro, assessora-chefe de Articulação Pedagógica da MultiRio, disse que a cada nova temporada algum novo elemento é acrescentado à série, contribuindo para enriquecer a dinâmica de cada episódio e ampliar o olhar de alunos e professores. “No início, a série apresentava as produções da Rede, seguidas de uma roda de conversa sobre as mesmas, com alunos convidados. Na segunda temporada, em 2018, aprofundamos a reflexão sobre as produções, realizando a cada episódio dinâmicas com os alunos convidados, envolvendo elementos da linguagem audiovisual (roteiro, iluminação, cenografia, sonorização etc). Além disso, houve programas especiais com professores produtores de audiovisual, dando visibilidade aos processos de produção vivenciados nas escolas e favorecendo a troca de experiências”.

“A novidade da terceira temporada é a ampliação do diálogo sobre a produção e sua contribuição para a formação dos alunos e professores, com a participação de profissionais da área e depoimentos de ex-alunos da Rede que se encantaram por esse mundo a ponto de transformar esse encantamento em um caminho para sua opção profissional”, diz Simone.

O formato original permanece com a exibição de vídeos produzidos na Rede Pública Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, seguida de conversa sobre o conteúdo assistido. “Além de provocar uma reflexão sobre o audiovisual, o programa tem como proposta incentivar os alunos a se expressarem, organizarem o pensamento e verbalizá-lo”, conta o diretor da série, Tomil Tosta.

E.M. Georg Pfister

Como sempre acontece durante a produção de cada episódio da série, a gravação do primeiro programa da nova temporada, na E.M. Georg Pfister (2ª CRE), no Leblon, foi um momento no qual a equipe da MultiRio aproveitou para chamar a atenção dos estudantes do 9º ano para diversas funções do audiovisual, como a direção, a câmera, a iluminação e a captação de som, aproximando ainda mais os profissionais da Empresa e a comunidade escolar.

Marcus Thadeu Rodrigues, operador de câmera, mostra aos alunos como funciona o equipamento (foto: Alexandre Rodrigues).

Depois da exibição dos vídeos finalistas da edição de 2018 do projeto Tirando a Droga de Cena, promovido pela SME, os adolescentes foram incentivados a falar sobre os mesmos, destacando suas impressões sobre a abordagem do tema e dos elementos e técnicas utilizados para a construção de narrativas.

A temática da prevenção às drogas repercutiu entre a plateia. Wagner Kauã, 14 anos, disse que “todos os vídeos traziam a mensagem para que os jovens não usem drogas porque fazem mal aos seres humanos”. Lucarelli Barros, 15 anos, ressaltou a importância dos esportes, mostrada no vídeo feito por alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos, do Ciep Graciliano Ramos (4ª CRE), em Jardim América. Segundo o estudante, “muita gente usa drogas por falta de escolha. Se forem apoiados, tiverem outras ideias, podem mudar de vida”.

Bianca Sales, 14 anos, gravou o “off” do programa. Todos aprenderam que o texto que ela estava lendo sobre o audiovisual fará parte do Escola, Câmera, Ação! e sobre o texto haverá imagens gravadas naquela mesma manhã. A turma também pôde participar da parte “on” do roteiro – aquela na qual os adolescentes dão as boas vindas para quem for assistir ao episódio e a despedida, no final.

Carol Antonucci, produtora executiva da MultiRio, chamou a atenção para as possibilidades oferecidas pelas licenças Creative Commons para quem quer produzir vídeo. O exemplo dado foi o uso de obras musicais, como no caso de Afundar-se, vídeo do Núcleo de Arte Professor Albert Einstein (7ª CRE), na Barra da Tijuca, que utilizou o Open Music Archive.

“A série Escola, Câmera, Ação! possui uma potência formadora, não apenas acessória ou de ludicidade, pois reconhece e dá visibilidade à produção autoral de estudantes e professores da Rede; favorece o intercâmbio entre as escolas e qualifica as rodas de conversa sobre o audiovisual, bem como sobre os diferentes assuntos apresentados pela comunidade escolar”, ressalta Simone Monteiro.

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