25 Setembro 2020
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História, arquitetura, acervo e muitas curiosidades envolvem os palácios da cidade do Rio de Janeiro. Ao todo, são 20 prédios monumentais, cuja trajetória é contada com detalhes nas reportagens da série Palácios da Cidade, do PORTAL MULTIRIO.

A história dessas propriedades remonta a residências da família real e de presidentes da República, a dependências que hospedaram personalidades como a Rainha Elizabeth II e o músico Nat King Cole, a um marco da arquitetura moderna no Brasil, à maior pintura em tela do país e até a uma demolição polêmica. Confira. 

Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

1) Palácio Duque de Caxias 

Inaugurado em 1941, no mesmo período em que se abria a avenida Presidente Vargas, é o maior edifício público de sua época. Conhecido como Palácio da Praça da República até 1974 – quando recebeu o nome em homenagem ao patrono do Exército Brasileiro – sediou o Ministério da Guerra, depois denominado Ministério do Exército. Atualmente, abriga as dependências do Comando Militar do Leste. Em 1998, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) por sua importância histórica e arquitetônica.

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Foto: Jean Pinto/ Portal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

2) Palácio da Justiça 

Situado na Rua Dom Manuel, nas proximidades da Praça XV, o antigo Palácio da Justiça é um edifício histórico inaugurado em 1926. Sediou a Corte de Apelação do Distrito Federal, mais alta instância do Poder Judiciário da época, e, mais tarde, o Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara – até ser inaugurado o novo Palácio da Justiça (1974), na Avenida Erasmo Braga. Em 1998, tornou-se sede do Museu da Justiça e, desde 2010, abriga, também, o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. Seu acervo inclui inventários de membros da família imperial e de presidentes da República, além de milhares de processos judiciais, como o que trata do assassinato de Euclides da Cunha.

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Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

3) Palácio dos Arcos 

Antiga residência do último dos vice-reis do país, conhecido como Conde dos Arcos – daí o nome –, o prédio foi reinaugurado em 1826 como sede do Senado Imperial e, após a Proclamação da República, tornou-se sede do Senado Federal. Foi ali que a Princesa Isabel assinou a Lei do Ventre Livre, em 1871. Desde 1937, abriga a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Foto: Marcos Leite Almeida/ Wikimedia Commons

4) Palácio Gustavo Capanema 

Antigo edifício do então Ministério da Educação e Saúde, é considerado um marco da arquitetura moderna no Brasil. O projeto, liderado por Lucio Costa, pautou-se na utilização racional dos materiais e apostou no uso de pilotis, planta livre, terraço-jardim e janelas horizontais. Além do paisagismo de Roberto Burle Marx, o local conta com importantes murais e telas de Candido Portinari e, ainda, painéis de azulejos desenhados pelo artista. O palácio foi tombado como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) três anos depois da inauguração, em 1948, o que fez com que se conservasse, com alterações mínimas, o projeto original.

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Foto: André Sampaio/ Wikirio

5) Palácio da Cidade 

Erguida entre 1947 e 1949, a construção de estilo georgiano surgiu para abrigar a embaixada do Reino Unido no antigo Distrito Federal. Com a transferência da capital para Brasília (1960), o governo britânico quis se desfazer da propriedade. Assim, após a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro (1975), o palácio acabou se tornando sede do governo municipal. Durante o período em que funcionou como embaixada, a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip se hospedaram nas dependências do palácio, que também receberam a Princesa Diana, o Príncipe Charles e, mais recentemente, o Papa Francisco.

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Foto: André Sampaio/ Wikirio

6) Palácio de São Clemente 

Situado na rua de mesmo nome, no bairro de Botafogo, o palácio é a residência oficial do cônsul-geral de Portugal na cidade. O prédio, inaugurado em 1961, foi o primeiro edifício a ser construído pelo governo português para sede de uma embaixada. Boa parte do material usado, especialmente para acabamentos e para decoração, foi importada de Portugal, para reproduzir um legítimo palácio barroco do século XVIII. Os painéis de azulejaria foram pintados à mão na fábrica Viúva Lamego, fundada em 1849 e atualmente instalada em Sintra, Portugal.

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Foto: Diego Baravelli/ Wikimedia Commons

7) Palácio de Brocoió 

A apenas 300 metros de distância da Praia da Moreninha, em Paquetá, fica a Ilha de Brocoió. Lá, no início da década de 1930, foi construída, com materiais vindos da França e de Portugal, uma mansão de 32 cômodos, a única em estilo normando em toda a América Latina. Em 1944, a ilha foi comprada pela Prefeitura do Distrito Federal e, em 1965, o palácio foi tombado pelo Inepac. Transferida para o governo do estado, a propriedade serviu como residência de verão para algumas autoridades e, em 2016, foi repassada para o Rioprevidência. A promessa de que o local seria aberto à visitação pública não se cumpriu.

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Foto: Site do Museu Cartográfico do Serviço Geográfico do Exército

8) Palácio da Conceição 

Em 1634, uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição foi construída por um devoto da santa no local onde, hoje, está o palácio – no alto do Morro da Conceição, entre a Praça Mauá e a Zona Portuária. Desde o século XVIII, já passou por diversas reformas, apresentando, atualmente, o estilo neoclássico. Em 1923, o antigo Palácio Episcopal da Conceição foi comprado pelo Ministério da Guerra – que era proprietário da Fortaleza da Conceição, ao lado. No local, funciona o Museu Cartográfico do Serviço Geográfico do Exército.

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Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

9) Palácio do Catete 

Com obra concluída em 1867, o antigo Palácio Nova Friburgo também já foi chamado de Palácio das Águias, quando foram colocadas no topo do prédio as esculturas projetadas por Rodolfo Bernardelli (1910). No local, está instalado o Museu da República, que tem como um dos lugares mais visitados o quarto onde o presidente Getúlio Vargas se suicidou, em 1954. Há, ainda, um Salão Nobre dedicado ao deus grego Apolo, uma capela, uma sala inspirada na cidade italiana de Pompeia e outra que se inspira no Palácio de Alhambra, na Espanha.

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Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

10) Palácio Tiradentes 

Inaugurado em 1926 para abrigar a Câmara Federal, tem estilo eclético e se inspira no Grand Palais de Paris. Além de inovações técnicas na obra, a decoração e o mobiliário são destaques. A Sala da Comissão de Justiça, por exemplo, tem móveis feitos em pau-brasil reaproveitado da demolição da Cadeia Velha, que funcionou no local até 1922, quando foi demolida para a construção do palácio. Durante o Estado Novo (1937-1945), o parlamento foi fechado e o palácio passou a abrigar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do regime. Atualmente, o palácio é sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

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Foto: André Gomes de Mello/ Acervo Casa Civil – Site Palácio das Laranjeiras

11) Palácio das Laranjeiras 

Localizado no Parque Eduardo Guinle, em Laranjeiras, o palácio é residência oficial dos governadores do estado do Rio de Janeiro e já foi cenário do anúncio do Ato Institucional Número 5 – AI5 (1968). Construído entre 1910 e 1913, tem fachada principal inspirada na do Cassino de Monte Carlo, em Mônaco. No final dos anos 1950, o presidente Juscelino Kubitschek viveu no imóvel com sua família, até a inauguração de Brasília. Além de receber autoridades políticas, grandes nomes da música, como Pixinguinha, Nat King Cole e Louis Armstrong, se apresentaram em eventos no local, onde eventualmente havia saraus e bailes.

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Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

12) Palácio de São Cristóvão 

A propriedade já foi conhecida como Paço de São Cristóvão (1803-1809), Palácio Real (1810-1821) e Palácio Imperial (1822-1889). Residência oficial da família real durante seus primeiros anos no Brasil, foi local de nascimento de D. Pedro II e da Princesa Isabel e, ainda, sede do Congresso Nacional Constituinte (1890-1891). Situado no alto do terreno, oferecia uma vista privilegiada: de um lado, a Baía de Guanabara; do outro, o Morro do Corcovado. Em 1892, passou a abrigar o Museu Nacional, instituição criada por D. João VI em 1818 e que atualmente está sendo reconstruída, após incêndio ocorridoem 2018.

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Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

13) Palácio da Ilha Fiscal 

Distante apenas um quilômetro do continente, o local é um ponto visitado por cariocas e por turistas de fora da cidade. Inspirado nas construções francesas do século XIV, em estilo neogótico provençal, o palácio foi inaugurado em 1889. O prédio foi projetado durante o Segundo Reinado para servir de posto aduaneiro da cidade e já foi conhecido como Palacete Alfandegário da Ilha dos Ratos. Uma festa ocorrida lá – O Baile da Ilha Fiscal – foi o estopim para que militares do Exército Brasileiro decretassem o fim da monarquia constitucional parlamentarista no dia 15 de novembro de 1889.

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Foto: Denis Gahyva/ Wikimapia

14) Palácio São Joaquim 

Também chamado de Palácio da Mitra Arquiepiscopal, é um prédio em estilo eclético, situado na Rua da Glória. A Mitra Arquiepiscopal é o órgão responsável por administrar o patrimônio físico da Igreja Católica. Dom Joaquim Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque foi o primeiro cardeal-arcebispo do Rio a morar no palácio, concluído em 1912. Durante a Jornada Mundial da Juventude (2013), em 26 de julho – Dia de São Joaquim –, o Papa Francisco rezou do balcão do palácio para uma multidão que aguardava na praça em frente.

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Foto: Daniel Silva Barbutti/ Wikimedia Commons

15) Paço Imperial 

Com estilo barroco, o mais antigo dos palácios cariocas foi construído entre 1738 e 1743 para ser sede da Capitania do Rio de Janeiro, a partir da reivindicação de Gomes Freire por um alojamento mais condizente com a importância de seu cargo, governador e capitão-general da região. No local funcionavam, desde 1699, a Casa da Moeda e o Armazém del Rey, onde eram guardados carregamentos de sal e de açúcar. A construção já foi conhecida como Palácio dos Vice-Reis (1763) e Paço Real (1808), até ser referida como Paço Imperial.

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Foto: In BRASIL, Helio; CAVALCANTI, Nereu. O Palácio da Fazenda, da Era Vargas aos 450 anos do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Pébola, 2015.

16) Palácio da Fazenda

Localizada na Avenida Presidente Antônio Carlos, a representação administrativa do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro abriga a mais importante biblioteca sobre Economia do país e o Museu da Fazenda Federal, entre outros órgãos e serviços. A entrada do prédio – cuja pedra fundamental foi lançada em 1938 – é inspirada no desenho de templos gregos. A visão da Baía de Guanabara a partir do décimo andar do palácio equivale àquela que se tinha do alto do Morro do Castelo, um dos marcos da fundação da cidade, demolido no início dos anos 1920.

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Foto: Halley Pacheco de Oliveira/ Wikimedia Commons

17) Palácio Pedro Ernesto 

Sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o palácio foi construído entre 1919 e 1923, na Cinelândia, próximo ao Theatro Municipal. Seu acervo cultural é considerado um dos mais ricos da cidade, incluindo a maior pintura em tela do Brasil – um mural de 50 metros quadrados, de autoria de Eliseu Visconti. Desde 1971, o nome da casa homenageia o médico que foi o primeiro prefeito eleito do Rio. 

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Foto: Fernanda/ Wikimedia Commons

18) Palácio Itamaraty 

Inaugurado em 1854, o palácio situado na Avenida Marechal Floriano pertencia ao Conde de Itamaraty e sua esposa, apesar de nunca ter servido de moradia para a família – era usado apenas para a realização de festas. Em 1889, foi adquirido pelo novo governo para sediar a Presidência da República. Ali residiram Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Prudente de Morais. O complexo arquitetônico abriga o Museu Histórico e Diplomático, o Arquivo Histórico, a Mapoteca e a Biblioteca do Itamaraty. No local funciona, também, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic).

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Foto: Wikimedia Commons

19) Palácio Guanabara 

Comprada pela família imperial em 1864, a edificação se tornou a residência da princesa Isabel e de seu esposo, o conde d’Eu, passando a ser conhecida como Palácio Isabel. A Rua da Princesa, atual Paissandu, foi aberta para permitir o acesso de Isabel até a Praia do Flamengo. Com o fim da monarquia, o palácio foi confiscado pelo governo militar. A propriedade foi residência oficial de presidentes, como o marechal Hermes da Fonseca e Getúlio Vargas, que morou no local entre 1937 e 1945. Doado pelo presidente Ernesto Geisel nos anos 1970, de lá para cá tem sido a sede do governo do estado.

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Foto: BN Digital

20) Palácio Monroe 

Aberto em 1906, foi um ícone do Rio e chegou a ilustrar a cédula de 200 réis emitida em 1919. Inicialmente usado apenas como centro de convenções, salão de festas oficiais e espaço de velórios de personalidades da época, o palácio já serviu de sede para o Ministério da Viação (atual Ministério dos Transportes), para a Câmara dos Deputados, para o Senado Federal, para o Tribunal Superior Eleitoral e até foi transformado em quartel-general das Forças Armadas. Em meio a polêmicas, foi demolido em 1976, sob o argumento de que se desafogaria, assim, o tráfego no fim da Avenida Rio Branco, onde estava situado.

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