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Patronos das Escolas Municipais
21 Setembro 2021
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Artur Azevedo fez intensa campanha no jornal A Notícia em prol da criação do Theatro Municipal (Domínio Público)

A Escola Municipal Artur Azevedo (6ª CRE), na Pavuna, recebeu seu nome em homenagem ao jornalista e dramaturgo que, aos 18 anos, veio de São Luiz, no Maranhão, para o Rio de Janeiro, onde morou até sua morte em 1908. Não confundir Artur com seu irmão mais novo, Aluísio de Azevedo, autor de O Cortiço, um clássico realista.

Artur Azevedo defendia a abolição da escravatura em artigos de jornal e nas cenas das peças teatrais que encenava, como O Liberato e A Família Salazar. Esta última foi proibida pela censura imperial e publicada mais tarde com o título O Escravocrata.

O autor se envolveu na criação de duas instituições culturais importantes até os dias de hoje: a Academia Brasileira de Letras (ABL) e o Theatro Municipal.

A ABL foi criada em 1897 com 30 membros. Estavam nesse grupo, além de Artur de Azevedo, Machado de Assis, Olavo Bilac e Rui Barbosa. Eram necessários mais dez membros para que ficasse como a entidade francesa na qual era inspirada. Convidaram entre esses escritores adicionais o irmão de Artur, Aluísio de Azevedo.

Em relação ao Theatro Municipal, Artur escrevia toda quinta-feira uma coluna intitulada O Theatro no jornal A Notícia, na qual defendia a necessidade da construção de um espaço condizente com a intensa atividade teatral da capital federal daquela época. A ideia resultou na Lei Municipal de 1895 que determinou a construção do teatro. Artur Azevedo conheceu a construção, mas faleceu no ano anterior à inauguração em 1909, aos 53 anos. Há um busto de bronze em sua homenagem no Theatro Municipal.

Artur Azevedo escreveu cerca de 100 peças de teatro e também poesia. Sua obra pode ser conhecida no site Domínio Público.

Antecedentes

Artur Azevedo era filho do vice-cônsul de Portugal em São Luiz, no Maranhão, David Gonçalves de Azevedo. Aos 15 anos, escreveu a peça Amor por Anexins, que teve mais de mil apresentações no século XIX.

Por meio de um concurso público, tornou-se amanuense (escrevente) de Fazenda, transferindo-se para o Rio de Janeiro e tornando-se empregado do Ministério da Agricultura.

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