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O curso do Rio Amazonas em mapa de 1680, do francês Nicolas Sanson. Os reis espanhóis tinham grande interesse no controle da região por ela dar acesso às minas de prata do Peru. Domínio público

Durante a União Ibérica (1580-1640), que abrangeu os reinados dos espanhóis Filipe II, Filipe III e, em parte, o de Filipe IV, inúmeros acontecimentos envolveram Portugal e seus domínios, já então sob a autoridade de um rei espanhol.

Os três Filipes administraram um extenso império, considerado o mais poderoso da época, enfrentando várias dificuldades. Uma parte desses problemas referia-se ao mundo colonial, constantemente assediado pelas potências rivais: França, Inglaterra e Províncias Unidas, em especial a Holanda, a mais importante delas.

No caso da colônia americana de Portugal, temendo a presença de estrangeiros, em especial dos franceses responsáveis por constantes incursões no litoral, a política filipina orientou-se no sentido da defesa do território. Tinha como objetivos garantir a posse do território e ocupar a foz do Rio Amazonas, a fim de impedir o acesso de estrangeiros às minas de prata do Peru.

Interessados em escravizar os nativos; em tomar suas terras, transformando-as em canaviais; em impedir que estrangeiros, especialmente os franceses, fundassem núcleos coloniais produtores também de açúcar, colonizadores e colonos, apoiados por seus agregados, prosseguiam a expansão oficial. Partiam, agora, do litoral oriental (Bahia e Pernambuco) em direção ao litoral setentrional. Quase sempre eram acompanhados – e mesmo, em alguns casos, precedidos – por missionários empenhados na difusão da fé católica entre os nativos. A partir dessa ação ergueram-se fortes que representavam monumentos da conquista empreendida pelos colonizadores. Esta, por sua vez, consolidava-se através do povoamento.


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