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Foto Bruno Camelier, 2007. Creative commons

Esta narrativa, construída por muitas vozes, conta a trajetória do espaço urbano sempre pautado pela forte presença da natureza: a do Rio de muitos janeiros, que se apresenta como um presente para o futuro.

Esta é a história da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Ou uma forma de contá-la. Do ontem e do hoje – com os seus caminhos e com as suas incontáveis possibilidades. A cidade que, aos poucos, foi ganhando papéis diferenciados – de entreposto comercial a um expressivo centro que, simbolicamente, projeta a imagem do Brasil no exterior.

Uma antiga lição ensina que “em História não há obra definitiva: há aproximações felizes”. A História, segundo o historiador Boris Fausto, “tanto ou mais do que outras disciplinas, se encontra em constante elaboração”. Resgata a humanidade com suas particularidades sem abandonar sua universalidade. O historiador, ao voltar seu olhar para o passado, não procura revivê-lo; busca realizar, no presente, o elo entre o passado e o futuro.

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Foto de 2011. Creative commons

Essa jornada, com suas escolhas, parte da reflexão de que essa ciência é o estudo das ações humanas no tempo. Para entender o hoje da Cidade Maravilhosa, será necessário percorrer um caminho de volta, alcançando o passado. Revisitando o passado, estaremos ligados ao tempo presente, procurando compreendê-lo. Os seres humanos, de uma forma ou de outra, relacionam-se com o que aconteceu no ontem.

O ponto de partida desta narrativa? Observar o firmamento, entendendo que estar escrito nas estrelas pode não ser apenas uma abstração. É mais que isso; vai além. Desde tempos remotos, a humanidade é fascinada pelos mistérios do Universo. O desafio era (e ainda é) explorá-lo, buscando a sua conexão com a vida. Observando o Cosmo em constantes indagações, investigaram horizontes. Guiados pela posição especialmente das estrelas no firmamento, caminharam pisando em terras desconhecidas. A engenhosidade humana prosseguiu observando, experimentando e somando conhecimentos transformadores do pensamento moderno, que resultariam em feitos nunca vistos.

Pelos idos do século XV, dispondo da avançada tecnologia da época, povos da Europa Ocidental lançaram suas embarcações pelas revoltas águas atlânticas – fato conhecido como Grandes Navegações. Nessa era, tida como a Era dos Descobrimentos, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro entra na História quando caravelas portuguesas alcançaram pela primeira vez a região, com a expedição de 1501, comandada provavelmente por Gaspar de Lemos. Singrando as águas do Mar Sem Fim, margeando o litoral ainda desconhecido da América portuguesa, em 1º de janeiro de 1502 a tripulação se deparou com o que Américo Vespúcio (1454-1512) descreveu como um “grande espelho d’água, com entrada estreita e bem protegida”: a Baía de Guanabara. Décadas depois, nas terras do seu entorno, em meio às batalhas sangrentas para retomar a região ocupada por franceses, no dia 1º de março de 1565 seria fundada a cidade, sob a invocação de São Sebastião, padroeiro do rei de Portugal, D. Sebastião.

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Foto Victor Santos, 2008. Creative commons

Um longo percurso, entre acertos e dificuldades, entre sonhos e vontades, seria trilhado pelos que construíram as suas vidas neste chão, enquanto órbita de Portugal, Capital Imperial, Distrito Federal, Estado-Capital ou Capital de Estado. Esta narrativa, construída por muitas vozes, conta a trajetória do espaço urbano sempre pautado pela forte presença da natureza: a do Rio de muitos janeiros, que se apresenta como um presente para o futuro.


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